sábado, 7 de agosto de 2010

E-LIXO: O QUE É ISSO?

E-LIXO: O QUE É ISSO?

Todos os dias, milhares de aparelhos e equipamentos eletrônicos - como Ipods, TVs, computadores e outros - são substituídos, pois tornaram-se obsoletos, aos olhos de seus donos. Isto acontece devido à velocidade com que novos aparelhos são lançados e novas tecnologias que surgem, num processo planejado que visa obrigar o consumidor a substituir seus aparelhos, na maioria das vezes ainda funcionando, por novos, contribuindo para o aumento do chamado lixo eletrônico ou sucata eletrônica.

Podemos definir como LIXO ELETRÔNICO, ou E.LIXO, tudo o que é proveniente de equipamentos eletro-eletrônicos, incluindo aparelhos celulares, computadores, impressoras e periféricos.

Não se sabe a quantidade exata de lixo eletrônico existente no Brasil. Porém, segundo a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, o número de aparelhos celulares em uso chega à marca de 130,5 milhões de unidades e a de computadores, nas empresas e residências, de 50 milhões de aparelhos, que muito brevemente ficarão obsoletos e serão substituídos por equipamentos mais modernos.

Sob o ponto de vista ambiental, o lixo eletrônico se configura em um grave problema, desde a sua produção até o seu descarte. Para serem produzidos, os computadores e outros aparelhos consomem uma enorme quantidade de recursos naturais, água e energia. Como exemplo, podemos citar o consumo de água para se produzir um único laptop: 50.000 litros de água[2] ! Se considerarmos que a vida útil desses equipamentos é muito curta (tempo de vida médio de um computador: 3 a 4 anos; tempo de vida médio de um aparelho celular: 1 a 2 anos), é possível avaliar a quantidade imensa de lixo que o descarte de eletrônicos significa, e que tende a piorar cada vez mais com o passar dos anos. Porém, o pior fator de poluição do chamado e.lixo é seu conteúdo: fazem parte de sua composição diversos metais pesados – como o chumbo, o cádmio, mercúrio – e vários outros elementos tóxicos. Por isso, é considerado um resíduo perigoso e precisa de tratamento adequado pois, se não for destinado da forma correta, pode causar sérios danos à saúde humana, bem como ao meio ambiente.

A preocupação com o lixo eletrônico fez surgir a idéia do “Green Computing”, que inclui a inserção do conceito de preservação ambiental em todo o ciclo de vida dos aparelhos e que tem como ponto fundamental a participação de todos os segmentos envolvidos na sua produção, uso e descarte.

Seguindo essa linha, cabe às empresas produtoras levar em conta a questão ambiental na seleção dos materiais usados em sua fabricação, definir formas e processos de produção menos poluentes, planejar o design do produto de forma a facilitar o reaproveitamento, inserir no produto ferramentas que permitam ao usuário utilizá-lo com menor gasto de energia e assim por diante.

Cabe ao poder público legislar de forma a coibir abusos, fiscalizar o cumprimento das normas e proteger a população contra ameaças e desastres ambientais.

Quanto ao público consumidor, seu papel é usar critérios ambientais para definir desde a escolha do equipamento até o destino do produto, ao descartá-lo.

FIQUE PREOCUPADO!

  • Segundo o Greenpeace, o lixo eletrônico no mundo é da ordem de 50 milhões de toneladas por ano (dados de 2008). Se colocássemos esse material em vagões, o “trem” daria a volta na Terra.
  • A maior parte dos 315 milhões de computadores que foram descartados no mundo, entre 1997 – quando começou a popularização desses equipamentos - e 2004, foi parar em aterros sanitários (dado MIT – 2009).
  • No Brasil são jogadas no lixo, anualmente, 1.200 milhões de pilhas, sendo 800 milhões produzidas legalmente e 400 milhões importadas ilegalmente (as pilhas ilegais possuem teores muito mais altos de metais pesados e outros contaminantes).
  • No mundo estão em uso cerca de 4 bilhões de celulares e 2 bilhões de computadores.
  • A utilização de computadores emite CO2, gás de efeito estufa. Os “datacenters” do mundo são responsáveis pela emissão de 2% de todo esse gás gerado no planeta.

COMO AGIR COM RELAÇÃO AO SEU E-LIXO?

Se você quer ser ambientalmente responsável no que se refere ao seu lixo eletrônico, siga as orientações abaixo:

  1. Exercite o consumo consciente. Antes de comprar um aparelho, verifique se:
    1. ele contém chumbo (se contiver, não compre)
    2. possui sistema de economia de energia (se não tiver, não compre)
    3. a empresa produtora oferece sistema de recolhimento e reciclagem, quando você quiser se desfazer do equipamento (como são poucas as empresas que oferecem esse serviço, não dá para descartar todas as outras. Mas dê preferência aos produtos de empresas mais responsáveis).
  2. Preserve recursos naturais. Durante o uso, siga as recomendações do fabricante para redução do uso de energia e para aumentar a durabilidade do aparelho e/ou das baterias. Não deixe os aparelhos ligados sem necessidade.
  3. Amplie a vida útil de seu equipamento. Não se desfaça do aparelho por “modismos”. Troque apenas quando realmente for impossível continuar com o que você já tem.
  4. Responsabilize-se pelo destino de seu lixo eletrônico. Para descartar o equipamento usado, entre em contato preferencialmente com instituições que possam reutilizá-lo. Há várias iniciativas nesse sentido (veja lista abaixo). Se você é um consumidor corporativo (empresa), procure também doar seus equipamentos para essas entidades. Caso não seja possível, arque com os custos do envio dos resíduos eletrônicos para empresas idôneas, que efetuem a reciclagem.

PARA QUEM DESTINAR SEU E-LIXO

EMPRESAS RESPONSÁVEIS POR SEUS PRODUTOS

DELL COMPUTADORES

Somente para produtos Dell. A Dell se responsabiliza pelo descarte dos produtos inservíveis de sua marca. Coletam em sua casa/escritório e encaminham para a reciclagem, gratuitamente. Para isso, o cliente deve entrar no site da Dell e digitar no campo “busca” as palavras RECICLAGEM DELL, em seguida deve achar o link que fala da reciclagem e clicar. Na página, há um formulário que deve ser preenchido e encaminhado para a empresa. Por meio de uma parceria com a FPD – Fundação Pensamento Digital, a Dell também promove a doação dos equipamentos ainda em funcionamento, que devem estar sem nenhuma informação no HD.

www.dell.com.br

ITAUTEC

Somente para produtos Itautec. A empresa encaminha para reciclagem os produtos inservíveis Itautec, sem custos para o cliente. O interessado deve enviar um e-mail para disk.meio-ambiente@itautec.com, informando os dados de código e série do produto. Após o envio, o cliente deve aguardar o contato da empresa, que indicará a filial para onde o lixo eletrônico deve ser levado. Os equipamentos são destinados à planta industrial da empresa, em Jundiaí, onde são desmontados e suas partes encaminhadas para empresas recicladoras.

INSTITUIÇÕES QUE FAZEM A REUTILIZAÇÃO

Meta Projeto – Acessa São Paulo.

Projeto do Governo do Estado de SP. Recebe computadores, monitores, teclados, etc., funcionando ou não, de pessoas físicas e jurídicas. O material é reaproveitado, por meio de oficinas de informática em SP e no interior. Mais informações: http://www.acessasp.sp.gov.br/html/modules/xt_conteudo/index.php?id=42 ou pelo telefone (11) 2221-1826.

Local: Parque da Juventude

Av. Cruzeiro do Sul, 2630 – 1ºandar – Carandiru – São Paulo - SP

Email: oficinaspj@acessa.sp.gov.br

ABRE-Associação Brasileira de Redistribuição de Excedentes

Entidade sem fins lucrativos. Recebe computadores, televisores e outros equipamentos eletrônicos, além de receber roupas e outros objetos. Conserta e redistribui todos os materiais recebidos, enviando ao doador a informação sobre a destinação exata de seu produto.

Local para entrega: Av. Lavandisca, 168 – Moema- São Paulo - SP

Telefone: (011) 5052-0736

www.abre-excedente.org.br

CDI – Comitê para a Democratização da Informática

ONG. Recebe apenas computadores completos (com monitor, teclado, mouse, etc.), funcionando e com configuração mínima Pentium III. Os equipamentos são utilizados para criar centros de inclusão digital em áreas carentes.

Local para entrega: Av. Francisco Matarazzo, 102 – Água Branca – São Paulo – SP

Telefone: (11) 3666-0911 / (11) 3822-0970

doacao@cdisaopaulo.org.br

CRC – Oxigênio

ONG. Aceita doação e retira todos os tipos de eletrodomésticos e eletrônicos. Os equipamentos em funcionamento são enviados a instituições que fazem inclusão digital, cadastradas no governo, e os que não funcionam mais são enviados para reciclagem.

Rua Esperia, 30 Jd. Paulista – São Paulo – SP ou Rodovia Hélio Schmith s/n – Aeroporto de Guarulhos – SP.

Telefone: (11) 3051-3420 / (11) 3057-1283

assessoria@oxigenio.org.br

Museu do Computador

ONG. Recebe doações de computadores, telefones, máquinas de escrever e de calcular, videogame, impressoras e peças de computador, como teclado e mouses, livros, cds e outros. Para exposição no Museu. Quando há sobra, os equipamentos são doados a comunidades carentes.

Telefone: (011) 46667545

Local: Itapecerica da Serra

www.museudocomputador.com.br

EMPRESAS QUE FAZEM A RECICLAGEM

Observação: As informações apresentadas abaixo foram fornecidas pelas próprias empresas. O Instituto Gea não se responsabiliza pela adequação ambiental de seus procedimentos. Para confirmação, consulte o órgão ambiental de seu Estado.

TCG Recycling

Além de computadores e monitores, também trabalha com a reciclagem de eletrodomésticos. Não exige quantidade mínima, porém cobra, tanto para o frete quanto para a reciclagem.

Rua Eugênio Bertini, 445 – São Luiz – Americana – SP

Telefone: (19) 3468-3882

www.tcgrecycling.com

Interamerican Ltda

Não atende pessoas físicas. Para empresas e instituições, atua retirando todos os tipos de eletrodomésticos, computadores e monitores. Os resíduos passam por uma separação e o que não pode ser reciclado é enviado para aterro licenciado pela CETESB.O custo do serviço de coleta e destinação depende do tipo dos aparelhos e da quantidade.

Rua Vitor Meireles, 105 – Jardim Jordanópolis - S.B do Campo – SP

Telefone: (11) 41787-9944

interamerican@interamerican.com.br

www.interamerican.com.br

UMICORE

Recebe somente telefones celulares e baterias recarregáveis de todos os tipos. No processo de reciclagem dessa empresa, os metais são recuperados e reutilizados como matérias primas para fabricação de novos produtos.

Não cobra pelo serviço de reciclagem. Retirada gratuita para a quantidade mínima de 500kg de sucata eletrônica ou 100kg de baterias recarregáveis.

A UMICORE é a empresa para quem estão sendo destinados os equipamentos entregues pelo consumidor nas lojas CLARO.

Local para entrega: Rua Barão do Rio Branco, 368 – Bairro Itapejica – Guarulhos - SP

Tel: (011) 24211246

www.umicore.com.br

Silcon Ambiental

Recebe/retira todos os tipos de equipamentos eletrônicos, desde TVs, computadores, telefones, geladeiras e outros. Os equipamentos são separados e triturados em diferentes tipos, como: plásticos, metais ferrosos e não ferrosos, vidro e papéis, para depois serem encaminhados para reciclagem .

Custo do processo: R$ 0,85/kg (pode variar, dependendo do material e da quantidade)

Telefone: (011) 212857779

Endereço : Rua Bela Cintra, 986 – 3ºandar- conj. 32 Consolação - São Paulo - SP

www.silcon.com.br

Sucata Eletrônica

Retira todo tipo de material eletroeletrônico, menos monitores e televisores, inclusive materiais de circuito fechado e aberto de TV, bem como aparelhos de telefonia, fixa e móvel. Fazem a desmontagem dos aparelhos e depois vendem.

Telefone: (11) 4277-0141 / 3535-5170 / 8965-9312

E-mail: sucataeletronica@sucataeletronica.com.br / sucataeletronica@gmail.com

San Lien

(Essa empresa recebe os resíduos eletrônicos do CDI)

Recicla equipamentos eletroeletrônicos em geral, como computadores, placas de circuito interno, processadores, centrais telefônicas, motores elétricos, ligas metálicas, ímãs industriais e outros. Seu processo descaracteriza os equipamentos, tritura as placas e as envia para exportação. O que não é exportado é encaminhado para reciclagem, como por exemplo, os monitores são enviados para a Suzaquim. Não informaram outros parceiros de reciclagem.

Recebe, em sua fábrica, qualquer quantidade e de qualquer pessoa. Retira quantidades acima de 500kg. Pagam um valor a ser acertado pelas placas de circuito interno.

Local para entrega: Rua Professor José Barou Fernandes, 573 Vila Maria – São Paulo - SP

Tel: (011) 29542229

www.sanlien.com.br

Lorene

(Empresa que recebe os resíduos da CRC – Oxigênio)

Recebe aparelhos eletrônicos, computadores e peças,centrais telefônicas, celulares, automotivas, impressoras e periféricos em geral, com a exceção de monitores, mouse e teclado. Quantidade mínima aceita, entregue na empresa: 60kg . Retira a partir de 300kg.

A empresa paga pelos equipamentos que recebe, sendo que os valores variam conforme o material e a quantidade.

Processo utilizado: descaracterização dos equipamentos, trituração de placas e envio para exportação.

Local para entrega: Rua João Batista, 68 – Vila Guilherme – São Paulo - SP

Tel: (011) 29025200

www.lorene.com.br

aviso importante

OBS: cada estudante deve postar e comentar.
sendo que os comentario nao precisa necessariamente ser de suas postagens
 

 

quinta-feira, 5 de agosto de 2010


Poluição Atmosférica

A poluição atmosférica é consequência, em maior parte, da ação humana, no sentido de introduzir produtos químicos e/ou tóxicos no ambiente.
A queima de combustíveis fósseis – e não só ela - propicia a liberação de monóxido de carbono, que corresponde a aproximadamente 45% dos poluentes liberados em grandes metrópoles. Inodoro e incolor, o CO tem capacidade de se ligar à hemoglobina sanguínea, podendo provocar asfixia.
Dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre, ácido nítrico, ácido sulfúrico e hidrocarbonetos são outros poluentes que contribuem para esse tipo de poluição. Irritação de mucosas e vias respiratórias, cânceres, alteração da água e solo, corrosões de construções e monumentos, inversão térmica, efeito de estufa e destruição da camada de ozônio são algumas consequências da ação desses. Partículas, como as de sílica e amianto podem ser cancerígenas, além de causar fibroses e enfisemas pulmonares.
Considerando que, em qualquer tipo de ambiente, indivíduos que o constituem possuem relações de dependência, o fim de uma população, por exemplo, pode causar drásticas consequências a toda comunidade. Como, obviamente, nossa espécie é uma delas, não devemos nos esquecer que podemos ser os principais prejudicados.
Apesar de várias iniciativas governamentais e não-governamentais, impactos ambientais de diversas magnitudes vêm ocorrendo e podem se agravar em razão desse problema. O velho paradigma de que não há desenvolvimento sem que haja agressões bruscas ao meio ambiente é o principal responsável por esta questão.
Há menos de cinco décadas, o discurso dos ambientalistas era tido como exagero ou ponto de vista radical e infundado. Entretanto, é fato que, por exemplo, os teores de gás carbônico na atmosférica aumentam anualmente em torno de 0,5%, a temperatura média da superfície de nosso planeta aumentou cerca de 5° C desde a época da Revolução Industrial e camadas inteiras e gigantescas de gelo das regiões polares são derretidas em velocidade assustadora como consequência da poluição do ar.
Assim, é importante rever nossas atitudes individuais e cobrar de nossos representantes e superiores atitudes referentes à qualidade do ar. O uso de filtros em chaminés de indústrias, investimento no transporte coletivo e em ciclovias a fim de reduzir o número de automóveis nas cidades, criar sistemas de carona entre os colegas, evitar queimadas, reduzir ou não fazer o consumo de carne (o esterco, a fermentação gástrica e intestinal dos ruminantes e o desmatamento para criar pastos são extremamente impactantes), reutilização de materiais, uso de energias menos ou não-poluentes e não adquirir produtos que contém CFC’s (estes têm capacidade de destruir a camada de ozônio) são algumas medidas que podem ser adotadas.

Comentário Pessoal: De alguns anos pra cá a natureza vem sofrendo danos muito severos em função da ação do homem e está em processo acelerado de degradação, entretanto, muitas pessoas estão se mobilizando para minimizar isso e fazem de tudo para preservá-la, porém acabam prejudicando a natureza de vez em quando, sem perceber, por isso e por outros motivos que temos que nos concientizar e preserver o meio ambiente a todo custo .

Poor : Dauana França .

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Lixo eletrônico: o que fazer após o término da vida útil dos seus aparelhos?

Quando falamos em lixo eletrônico, a primeira coisa que vem à mente são aqueles incômodos spams que ocupam espaço na caixa de email, trazendo vírus e corrompendo o seu computador. Porém, não é deste lixo que estamos nos referindo.
Os resíduos eletrônicos, também denominados de e-lixo (e-waste em inglês) são os vilões do momento. Eles nada mais são do que artigos eletrônicos que não podem mais ser reaproveitados, como computadores, celulares, notebook, câmeras digitais, MP3 player, entre outros. São considerados lixos eletrônicos também artigos elétricos de casa, como geladeiras, microondas e o que mais você usar em casa que, descartados, podem poluir o planeta.
Quando você troca seu equipamento eletroeletrônico, saiba que ele poderá prejudicar o meio ambiente. Estes equipamentos são produzidos com substâncias nocivas, e uma vez descartados de forma incorreta em locais pouco apropriados como lixões e perto de lençóis freáticos tornam-se problemas ainda maiores.
Números que impressionam
Para se ter uma ideia, os resíduos eletrônicos já representam 5% de todo o lixo produzido pela humanidade. Isso quer dizer que 50 milhões de toneladas são jogadas fora todos os anos pela população do mundo.
Província de Guiyu, China
O Brasil produz 2,6Kg de lixo eletrônico por habitante, o equivalente a menos de 1% da produção mundial de resíduos do mundo, porém, a indústria eletrônica continua em expansão. Até 2012 espera-se que o número de computadores existentes no país dobre e chegue a 100 milhões de unidades.
Deste total, 40% se encontram na forma de eletrodomésticos. Aqui no Brasil são fabricados por ano 10 milhões de computadores, e quase nada está sendo reciclado. Apenas de celulares e as baterias que são fabricadas através de componentes tóxicos, são 150 milhões.
Entrarão no mercado anualmente mais 80 milhões de celulares, mas somente 2% serão descartados de forma correta. Os outros 98% serão simplesmente guardados em casa ou despejados no lixo comum, criando ainda mais impacto ambiental.
Rapidez na troca de equipamentos
A vida moderna está cada vez mais veloz, e as novidades que antes demoravam anos para chegar ao Brasil, atualmente podem ser conhecidas em tempo real. Os lançamentos são mundiais e cada vez mais há novos produtos sendo oferecidos no mercado.
o MIni Mac verde da AppleO usuário médio de computadores nos Estados Unidos, por exemplo, troca seus equipamentos eletrônicos a cada 18 a 24 meses. Isso quer dizer que o usuário não mantém seu companheiro de escrivaninha por mais de dois anos. E com isso, dá-lhe lixo nas lixeiras.
Além disso, muito dos materiais utilizados no computador devem ser retirados da natureza, iniciando já na extração o impacto sobre o meio ambiente. Isso faz com que cada vez mais seja necessário trabalhar com a reciclagem. Cada computador utiliza materiais diversos que podem ser reciclados.
Componentes do computador
Componentes do Computador
Um computador mediano é feito de elementos básicos, conhecidos de todos, como plásticos e metais, mas também de componentes extremamente danosos à saúde, como chumbo, cádmio, belírio, mercúrio, etc.
O mercúrio, muito utilizado em computadores, monitores e TVs de tela plana, pode causar danos cerebrais e ao fígado. Já o chumbo, o componente mais usado em computadores, além de televisores e celulares pode causar náuseas, perda de coordenação e memória. Em casos mais graves, pode levar ao coma e, consequentemente, à morte.
A lista não pára por aí. Até produtos utilizados apenas para a prevenção de incêndios pelo computador, como o BRT, pode causar disfunções hormonais, reprodutivas e nervosas.
A partir do momento em que estes elementos tóxicos são enviados para lixões e contaminam tanto o solo como a água, todos aqueles que se utilizam dessas fontes será contaminado pelos detritos.
Não existe um computador sem produtos nocivos à saúde e somente o processo de retirada dos produtos da natureza já atinge o meio ambiente, seja por causa do transporte, do uso de água para a fabricação de componentes, etc.
Portanto, se a reciclagem prevenir qualquer uma das etapas da fabricação ou a contaminação do solo e da água, já é um ganho para a natureza.
O PC verde
A Apple anunciou em março deste ano uma nova geração de computadores iMac e Mac Mini. Segundo a empresa, as novidades teriam sido desenvolvidas tendo o meio ambiente como foco.
Os computadores “verdes” seguiriam os padrões de baixo consumo e energia, além de matéria-prima sem alguns componentes nocivos à saúde. De acordo com a Apple, estes novos eletrônicos se valem de materiais que podem ser facilmente reciclados.
O Greenpeace, uma ONG que lida com questões ambientais, criou um ranking contendo vários pré-requisitos para as empresas serem consideradas “verdes”, ou seja, empresas que adotam medidas para a preservação do meio ambiente em sua linha de produção, venda e reciclagem.
A Apple está em uma posição ruim (de zero a 10, tem a pontuação de 4,8), porém pode melhorar se mantiver como foco produtos que não agridem tanto a natureza. O último colocado é a Nintendo, com uma média de um ponto, e o primeiro colocado é a empresa Nokia, com quase oito pontos.
Tabela do Greenpeace das Empresas
Convenção de Basiléia
A Convenção de Basiléia (The Basel Convention on the Control of Transboundary Movements of Hazardous Wastes and their Disposal) é um tratado internacional firmado em 1989, com um nome para lá de bonito, que tem como objetivo fiscalizar o tráfico de lixo eletrônico no mundo.
O transporte de lixo é uma preocupação desde os anos 80, quando se teve o grande estouro dos eletroeletrônicos, e o envio para países em desenvolvimento de peças que não podiam mais ser utilizadas alcançou níveis preocupantes (porém nada comparado com o problema atual).
Participantes que retificaram a Convenção de Basiléia
Este lixo é enviado principalmente para os países asiáticos, e acaba sendo reciclado por uma mão-de-obra barata e pouco especializada. A Basel Action Network (BAN), uma organização sem fins lucrativos que também fiscaliza o fluxo de lixo tóxico no mundo dispõe em seu website fotografias da cidade com o maior número de estações de reciclagem: em Guiyu, China, em março de 2009, dezembro de 2001 e em Laos, na Nigéria.
A ONG e-Waste também disponibiliza imagens sobre o lixo eletrônico, com fotografias de vários países, inclusive do Brasil. Através dessas imagens é possível observar o tamanho do problema da reciclagem de materiais eletroeletrônicos e como a má disposição dos mesmos pode prejudicar o meio ambiente.
Se quiser saber mais sobre o tratado, o Programa Ambiental das Nações Unidas preparou um relatório (em inglês) com os gráficos e discussão sobre a Convenção de Basiléia.
Lei de São Paulo
Em julho de 2009, o Governador José Serra sancionou a Lei 13.576/09 para estabelecer regras para a reciclagem dos componentes eletroeletrônicos. A lei não foi aprovada na sua totalidade, pois algumas cláusulas poderiam criar empecilhos para as empresas, que acabariam migrando para outros estados do país.
Agora é preciso acompanhar e conferir se a lei irá funcionar ou não, e utilizá-la como modelo para uma lei federal, que ainda não existe. Através de uma lei que abrangesse todo o país, as empresas teriam que se responsabilizar pelos seus produtos durante toda a vida útil do aparelho.
Com isso, o usuário teria ainda mais pontos de coleta de equipamentos, poderia cobrar por melhores serviços e a reciclagem ficaria garantida, tornando em longo prazo o produto mais barato para o consumidor final.
Lixo na ChinaA União Européia, cansada de esperar por medidas mundiais para a prevenção e reciclagem do lixo eletrônico, já começa a aprovar leis que seguem a Convenção de Basiléia e proíbe os casos de exportação de lixo perigoso para países em desenvolvimento. A UE ainda prepara regras que incluem a responsabilização das empresas pelo ciclo todo de seu produto.
Com isso, empresas que vendem produtos para os 25 países participantes da União Européia lidarão com o lixo através de medidas privadas, e serão responsabilizadas caso o acordo não seja cumprido.
Nos Estados Unidos, a briga sobre a reciclagem de material tem como base os custos para se adaptar à reciclagem, que demandaria mais dinheiro e não seria viável. Os EUA, inclusive, foram os únicos a não ratificar a Convenção de Basiléia. Porém, acabaram tornando-se voto vencido, e terão que se adaptar às regras para o envio de lixo eletrônico a outros países para “reciclagem”.
No Brasil, a Universidade de São Paulo (USP) lançou neste ano o primeiro centro de reciclagem focado apenas no lixo eletrônico. A princípio serão reciclados apenas equipamentos da própria universidade, mas em longo prazo o objetivo é abrir o centro para toda a população. O custo inicial é alto, porém pode ser recuperado ao se reciclar uma média de 500 computadores por mês.
Este número de computadores por mês não é tal elevado, tendo em vista que o Brasil baterá recordes de venda e produção de eletroeletrônicos, e cada item comprado será o substituto de outro, mais obsoleto.
Onde Reciclar
Mas tudo isso é para dizer que é preciso reciclar os aparelhos eletrônicos que não serão mais utilizados. Existem várias empresas que lidam com a reciclagem destes materiais, ou é possível fazer doações para organizações que trabalham com a inclusão digital.
Para celulares, procure sempre as revendedoras de sua operadora, para que as baterias possam ser devolvidas às empresas fabricantes, sendo despejadas em locais seguros. Para pilhas, procure os locais de coleta seletiva da sua cidade, e não as jogue no lixo comum.
Os eletrodomésticos podem ser doados para pessoas carentes ou locais em que as peças possam ser reutilizadas para arrumar outros aparelhos com defeito. É preciso ter em mente que muitas pessoas podem precisar daquilo que para nós é considerado obsoleto.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) lista as principais empresas de informática e celulares, e onde os aparelhos das marcas determinadas podem ser descartados.
A ONG Lixo Eletrônico também dá aos usuários uma lista de locais onde pode ser feita a doação de artigos para a reciclagem dos resíduos eletrônicos
Para doar seu computador para que ele faça parte de programas de inclusão digital, você pode procurar a CDI. Para isso é necessário que o seu PC tenha alguns requisitos básicos, para que possa ser reutilizado por crianças e comunidades carentes.
Pilhas para reciclagemUma dica para reciclar seu computador da melhor forma possível, caso não haja condições do mesmo ser reutilizado é dividir e desmontar o PC. Através disso você poderá separar os componentes de metal e plástico, fazendo com que ambos tenham um destino correto.
O que acontece é que as empresas de reciclagem normalmente são especializadas, ou seja, só reciclam plásticos ou metais, não os dois juntos. Sendo assim, separar se torna uma boa alternativa para aproveitar o máximo do seu computador velho de guerra.
Por Beatriz Portella Smaal
http://www.baixaki.com.br/info/2570-lixo-eletronico-o-que-fazer-apos-o-termino-da-vida-util-dos-seus-aparelhos-.htm

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Meio Ambiente

As postagem devem ser sobre os seguintes temas:
  • poluição:
    • atmosfera;
    • edáfica;
    • hídrica;
    • lixo eletrônico.